Coluna Especial

Unindo histórias e compartilhando superações

Crianças especiais, famílias especialíssimas… 31/07/2012

Filed under: Uncategorized — Luh Mil @ 12:07

Na 20ª edição do jornal O CAMPOLARGUENSE de  é publicada a  Coluna Especial, onde a autora compartilha um artigo muito pertinente as famílias especiais que encontram pelo caminho obstáculos, falta de informação, incertezas, opiniões divergentes, entre outras questões que tornam o dia a dia uma conquista diária.

Luciana Milcarek

Arte educadora, mãe de uma criança especial, sonhadora,entre outras…!

Quantas pessoas já não se sentiram penalizadas ao se deparar com uma criança portadora de algum tipo de deficiência? Ou simplesmente ficaram constrangidas, sem saber ao certo como tratá-las? Desconversar ou fingir que não há nada de especial pode ser mais fácil, mas não é a melhor maneira de incluir esses pequenos seres na sociedade. Para os pais especiais, resta a missão de descobrir a melhor forma de encarar diferenças quase sempre tão explícitas num meio social que, na maioria das vezes, não aceita sua própria diversidade.

Mesmo para eles, o momento em que a deficiência é descoberta é inegavelmente difícil e, até mesmo, doloroso. “Foi a médica que informou à Sandra que a nossa filha era portadora de Síndrome de Down. É bem verdade que já desconfiávamos disso desde a gravidez, mas fizemos vários testes, inclusive um que avalia as medidas do feto, e eles não acusaram nada”, lembra o contador Rogério Cortes. “Quando a Sandra recebeu a noticia, teve uma rejeição inicial, ficou superdeprimida e chorou. Eu não. Lembro de mim falando pra ela: ‘Que é isso, Sandra? Vamos lá. É nossa filha. Ela vai ser superlegal'”, conta. O susto passou logo e a menina hoje é a alegria da casa.

Com a professora e artesã Glória Girão a reação foi diferente. Tendo trabalhado durante cinco anos com crianças deficientes na Sociedade Pestallozi de Volta Redonda, Glória desconfiou que Luís Felipe, hoje com 29 anos, tinha Síndrome de Down assim que ele nasceu. “Fui eu, inclusive, quem informou aos médicos que tinha algo errado. Percebi pela fisionomia, pelos reflexos e também pela palma da mão do meu filho”, lembra. “Aceitei bem a deficiência dele, mas temi a reação do meu ex-marido, que foi a pior possível. Ele só foi avisado pelo médico 20 dias depois”, recorda. “A rejeição foi tamanha que acabamos nos separando e ele nunca mais quis ver o menino”, lamenta a mãe, que acabou mudando de cidade para procurar um tratamento mais adequado. “Todo carinho que o pai não deu, ele recebeu do meu segundo marido”, acrescenta.

Mas será que crianças especiais precisam necessariamente levar uma vida especial? O princípio de escola inclusiva, muito difundido nos Estados Unidos e Europa e que vem sendo aos poucos adotado no Brasil, prova justamente o contrário. Nela, todos os estudantes, independentemente da família, cor, raça, religião e deficiência, convivem harmoniosamente e, com isso, aprendem naturalmente a lidar com as diferenças. No entanto é importante que todo o trabalho terapêutico, de fono ou de fisioterapia deva ser feito fora do horário escolar.

No entanto, nem todas as escolas estão preparadas ou, ao menos, se preparando para receber toda e qualquer criança. A escritora e jornalista Claudia Werneck, autora dos livros “Muito prazer, eu existo”, “Um amigo diferente” e “Sociedade Inclusiva”, acha que as coisas ainda estão caminhando lentamente. “Alguns prédios ainda estão totalmente inadaptados ao deficiente físico”, lamenta. “Muita gente, inclusive, questiona porquê uma criança na maca precisa ir pra aula. Para mim, é a escola que dá para a criança o conceito de sociedade. Você vai para a escola também para se encontrar com a sua geração, para se exercitar eticamente. Por isso mesmo, ela deve ser aberta à diversidade”, defende ela, que considera a homogeneidade desestimuladora.

Segundo a pedagoga Teresinha Fernandes Pimentel, colocar os filhos numa escola inclusiva é uma questão de opção, algo que deve ser decidido pelos pais, depois de muita pesquisa e análise. Muitos deles ainda optam por escolas especializadas, que mantêm equipes multidisciplinares, formada por profissionais como musicoterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedadogos, porque acham que as crianças estarão num ambiente mais seguro. A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), instituição filantrópica criada em 1955 e que conta com 1675 filiadas, criou uma parceria com empresas que empregam alunos que fizeram cursos profissionalizantes ou estágio na instituição.

O fundamental é sempre dialogar sobre expectativas e experiências com outros pais, procurar pesquisar sobre a deficiência da criança em livros, internet ou revistas especializadas e, por fim, ter a consciência de que somos referência no processo de crescimento de nossos filhos e, por isso mesmo, devemos servir de guia dos profissionais que terão contato direto com eles. Sorte das crianças que têm pais carinhosos, ativos e verdadeiramente especiais prontos para crescer junto com elas e tentar construir uma sociedade menos preconceituosa.

Fonte http://www.bolsademulher.com

 

Uma imagem vale mais que mil palavras…

Filed under: Uncategorized — Luh Mil @ 12:07

Na 19ª edição do jornal O CAMPOLARGUENSE  é publicada a  Coluna Especial, onde a autora homenageia as mães e o trabalho realizado pela Escola de Educação Especial e CEMAE,localizados em Campo Largo.

Luciana Milcarek

Arte educadora, mãe de uma criança especial, sonhadora, entre outras…!

No mês de Maio fizemos uma homenagem às mães e em especial, as mães especiais. Quando se está nesta luta diária, neste desafio, nessa missão divina de educar uma criança especial, muitas são as pessoas que surgem em nossos caminhos ( algumas vezes podem ser anjos disfarçados, quem sabe¿) e as histórias são surpreendentes.

Então, vale destacar o trabalho que está sendo realizado na Escola Municipal de Educação Básica na Modalidade de Educação Especial Neuza Jokinsem Barbosa e Cemae – Centro Municipal de Atendimento Especializado Prof.ª LindamirTerezinha Ferreira Ribeiro. Trabalho das diretoras, profissionais especializados, professores, funcionários, mães e pais envolvidos com a educação de seus filhos e claro, as crianças que deram um show ao fazer lindas e emocionantes apresentações no Dia das Mães.

A construção de um sistema educacional inclusivo exige ações direcionadas no âmbito político-pedagógico e administrativo, decorrentes da política assumida pelos municípios, que viabilizará (ou não) investimentos para a formação continuada dos professores e da equipe técnica . Após a conquista da infraestrutura necessária, a torcida é para que Campo Largo continue no caminho desta concretização de uma educação para todos, com qualidade, ou seja, verdadeiramente inclusiva!

 

Mães Especiais

Filed under: Uncategorized — Luh Mil @ 12:04

Na 18ª edição do jornal O CAMPOLARGUENSE é publicada a  Coluna Especial, onde, tendo o mês de Maio uma data muito importante para comemorar, o tema escolhidopela autora  é dedicado a todas as mamães. Sim, todas são especiais, mas as mães de crianças especiais são igualmente especiais. Reside nelas a perseverança e a coragem inexplicável…

Luciana Milcarek

Arte educadora, mãe de uma criança especial, sonhadora(entre outras!)

Aproximadamente 100.000 mulheres, este ano, serão mães de crianças com alguma dificuldade. Alguma vez você já se perguntou como Deus acolhe as mães destas crianças?

De alguma forma eu visualizo Deus passeando sobre a Terra, selecionando seus instrumentos para preservação da espécie humana com grande cuidado e deliberação. À medida que vai observando, ele manda seus anjos fazerem anotações num bloco gigante. ” Elizabete, vai ter um menino. Santo protetor da mãe, São Mateus. Mariana, menina. Santa protetora da mãe, Santa Cecília.” Finalmente Deus dita um nome a um dos anjos, sorri e diz: “Para esta, mande uma criança especial”. O anjo, cheio de curiosidade, pergunta: “Por que justamente ela, Senhor? Ela é tão feliz”. “- Exatamente”, responde Deus, sorrindo. “Eu poderia confiar uma criança especial a uma mãe que não conhecesse o riso? Isto seria cruel. “- Mas será que ela vai Ter paciência o suficiente?”, pergunta o anjo. “- Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num mar de desespero e auto-compaixão. Quando o choque e a tristeza iniciais passarem, ela controlará a situação. Eu estava observando hoje. Ela tem um conhecimento de si mesma e um senso de independência, que são raros e, ao mesmo tempo, tão necessários para uma mãe. Veja, a criança que vou confiar a ela tem seu mundo protegido pela família; a família terá que ajudar esta criança a conviver com o mundo e isto não será nada fácil”. “- Mas , Senhor, eu acho que ela nem acredita em Deus”. Deus sorri. “Isto não importa, dá-se um jeito. Esta mãe é perfeita. Ela tem a dose exata de egoísmo de que vai precisar.” O anjo engasga . “- Egoísmo? Isto é uma virtude?“.

Deus balança a cabeça afirmativamente. “Se ela não for capaz de vez em quando, ela não vai sobreviver. Sim, aqui está uma mulher a quem eu vou abençoar com uma criança especial. Ela ainda não tem consciência disto, mas ela será invejada. “- Ela nunca vai considerar banal qualquer palavra pronunciada por seu filho. Por mais simples que seja um balbucio desta criança, ela o receberá como um grande presente. Nenhuma conquista da criança será vista como corriqueira. Quando a criança disser  “mamãe” pela primeira vez, esta mulher será testemunha de um milagre e saberá reconhecê-lo. Quando ela mostrar uma árvore ou pôr – de – sol ao seu filho e tentar ensiná-lo a repetir as palavras “árvore” e “sol”, ela será capaz de enxergar minhas criações como poucas pessoas. Eu vou permitir que ela veja claramente as coisas que Eu vejo – ignorância, crueldade, preconceito – e vou fazer com que ela seja mais forte do que tudo isto. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei ao seu lado a cada minuto de cada dia, porque ela estará fazendo meu trabalho e estará aqui ao meu lado”. “- E qual será o santo protetor desta mãe?”, pergunta o anjo com a caneta na mão. Deus novamente sorri. “- Nenhum. Basta que ela se olhe no espelho”. Você Mãe, é a Santa protetora do seu filho!

 

Contato 13/03/2012

Filed under: Uncategorized — Luh Mil @ 16:41

Devido a problemas técnicos no endereço lucianamilkarek@ideiascomunicativas.com.br estou disponibilizando um novo contato por email.

Por favor prezados leitores utilizar luenzo2009@hotmail.com

 

 

ASPECTOS LEGAIS DA INCLUSÃO

Filed under: Inclusão — Luh Mil @ 16:35

Na 17ª edição do jornal O CAMPOLARGUENSE de 20 de Fevereiro de 2011 a 20 de Março de 2012 é publicada a  Coluna Especial, onde a autora continua a série de questionamentos, esclarecimentos e sugestões sobre a Inclusão , utilizando agora embasamentos legais.

 

 

 

 

 

Luciana Milcarek

Arte educadora, mãe de uma criança especial, sonhadora!

ASPECTOS LEGAIS DA INCLUSÃO

Este mês, continuando nossa série sobre a inclusão, selecionei um estudo realizado a pedido do Ministério Público Federal no ano de 2004. Uma cartilhacontendo aspectos jurídicos, orientações pedagógicas e informações para pais de crianças com e sem deficiência sobre o processo de inclusão escolar , informações estas, ainda pouco praticadas.

Um dos tópicos refere-se aos aspectos jurídicos, dispositivos estes que bastariam para que ninguém pudesse negar a qualquer pessoa com deficiência o acesso à mesma sala de aula que qualquer outra criança ou adolescente.

A Constituição Federal garante a TODOS o direito à EDUCAÇÃO e ao acesso à ESCOLA. Toda escola deve atender aos princípios constitucionais, não podendo excluir nenhuma pessoa em razão da sua origem, raça, sexo,cor , idade ou deficiência.

A Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa Portadora de Deficiência, celebrada na Guatemala e que tem tanto valor quanto uma lei ordinária devido ao Brasil ser signatário deste documento, define DISCRIMINAÇÃO como toda diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular o reconhecimento e exercício por parte das pessoas portadoras de deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais ( art. I,nº 2, “a”).

Percebe-se facilmente que esta Convenção não está sendo cumprida, o que precisa ser trabalhado e observado pelas autoridades competentes. Na perspectiva de uma educação inclusiva, não se espera mais que a pessoa com deficiência se integre por si mesma, mas que os ambientes, inclusive o educacional,se transformem para possibilitar essa inserção,ou seja, estejam devidamente preparados para receber a todas as pessoas, indistintamente.

Caso exista um aluno com deficiência auditiva matriculado numa escola de ensino regular, por exemplo, ainda que particular, esta deve promover as adequações necessárias às suas expensas e contar com os serviços de um intérprete de língua de sinais e de outros profissionais ( fonoaudiólogos,por exemplo),assim como pessoal voluntário ou pertencente a entidades especializadas conveniadas. Se for uma escola pública, é preciso solicitar material e pessoal às Secretarias de Educação municipais e estaduais, as quais terão de providenciá-los com urgência.

Estes custos devem ser computados nos custos gerais da instituição de ensino, pois se ela está obrigada a oferecer a estrutura adequada a todos os seus alunos, a referida estrutura deve contemplar todas as deficiências.

Para possibilitar o acesso de pessoas com deficiência física, toda escola deve eliminar suas barreiras arquitetônicas, TENDO ou NÃO alunos com deficiência matriculados no momento (Constituição Federal, Leis 7.853/89, 10.048 e 10.098/00).

Mais importante que a obrigação das leis e decretos está a importância de que a inclusão escolar é uma inovação educacional que propõe a abertura das escolas às diferenças. As escolas, principalmente as particulares acabam adotando medidas excludentes quando se defrontam com as diferenças.

A proposta educacional inclusiva é aquela que permite que seu filho com deficiência freqüente a escola que você escolher, mais próxima da sua casa,  em companhia dos irmãos, amigos e vizinhos. É o mínimo que se espera para qualquer criança, é o mínimo que o seu filho deve ter assegurado.

Você deve estar pensando: mas na prática não é bem assim… Não, não é. Esta semana mesmo eu tive outra decepção com mais uma escola particular para meu filho. Procurei outra que o acolha bem. Sem exigências, sem condições absurdas, com mais atenção, com mais responsabilidade e principalmente, sem discriminação. Não são nossos filhos que devem se adaptar a escola e sim, elas a eles. O resultado é sempre incerto, mas este direito É INDISPONÍVEL. Ou seja, ninguém pode abrir mão, nem ele e nem você por ele.

 

Para ler na íntegra a Cartilha ” O acesso de alunos com deficiência às escolas e classes comuns da rede regular” Clique Aqui

 

 

 

Inclusão: sugestões e estratégias para o gerenciamento na sala de aula 13/02/2012

Filed under: Inclusão — Luh Mil @ 20:27

Na 16ª edição do jornal O CAMPOLARGUENSE de 20 de Janeito de 2011 a 20 de Fevereiro de 2012 é publicada a  Coluna Especial, onde a autora inicia uma série de questionamentos, esclarecimentos e sugestões sobre a Inclusão , de forma a desmistificar este tema e convidar a sociedade a repensar suas práticas, em especial na escola. 

 

 

 

 

 

Luciana Milcarek

Arte educadora, mãe de uma criança especial, sonhadora!

lucianamilkarek@ideiascomunicativas.com.br

 

Inclusão: sugestões e estratégias para o gerenciamento na sala de aula

Diariamente professores desabafam suas angústias e desespero por não saberem como trabalhar com crianças ou jovens que apresentam alguma necessidade especial. Nas pesquisas realizadas com coordenadores também são relatadas várias inquietações referentes a esse tema. Assim, visando oferecer mais subsídios para professores e coordenadores, Roseli Brito divulga uma série de artigos voltados ao esclarecimento das Deficiências e tendo em vista a relevância de suas colocações, postamos alguns deles para reflexão do papel da escola e da família neste processo.

Infelizmente, a Universidade não prepara o professor para lidar com essas crianças, por outro lado a Escola também não contempla, na formação continuada, dar conta desta questão e capacitar os professores e funcionários de Apoio para de fato tornar a inclusão uma realidade. Mas de que inclusão estamos falando? Saiba que matricular a criança e fisicamente garantir uma carteira dentro de uma sala de aula NÃO é inclusão! Fazer a equivalência idade/série sem contemplar o devido apoio pedagógico também NÃO é inclusão. Tentar enquadrar a criança ou jovem no mesmo nível pedagógico que os demais alunos também JAMAIS será inclusão.

 Vivemos em um mundo real e por esta razão é preciso analisar o contexto atual em que estas crianças são recebidas: salas de aula lotadas, um único Professor, sem a devida capacitação para lidar com nenhum tipo de deficiência, a equivalência idade/série que acaba promovendo apenas a inclusão social, já que a criança ou jovem convive com outras crianças da mesma idade cronológica, porém há que atentar que a idade mental, dependendo da deficiência, não contemplaria nem mesmo esta “inclusão social”.

Ainda há a situação em que todos os anos muitas Escolas são surpreendidas com o recebimento de alunos com necessidades especiais (com paralisia cerebral, limítrofes, ou algum tipo de síndrome), sem que tivessem sido informadas de tal fato pelas famílias. Por outro lado, a família, com receio de não conseguir a vaga, omite as reais necessidades da criança, deixando assim, a Escola sem subsídios para iniciar o trabalho pedagógico. Saiba que está situação é mais comum do que parece.

A SURPRESA: Nos primeiros dias a professora observa que aquela criança não interage com as demais crianças, demonstra comportamento diferente para a idade, e não se desenvolve no seu aprendizado. As tarefas que a criança realiza estão muito aquém do grupo, ou então a criança nada realiza em todo o período que fica na Escola. As notas estão sempre abaixo do esperado, o comportamento é agressivo, ou indisciplinado, desestabilizando todo o grupo. O QUE FAZER? A família começa a cobrar os resultados da Escola e da professora. A Escola por sua vez, não dispõe de informações, laudos e diretrizes que possam nortear o trabalho pedagógico. Se você tem algum aluno nesta condição, aqui vão algumas sugestões que podem ajudar: – Convocar a família para uma Reunião e solicitar pos escrito: Avaliação Psicológica, Neurológica ou outras que julgar necessárias, – Dar um prazo para a família entregar o parecer médico na Escola, – Encaminhar o aluno para as terapias, caso a criança ainda não esteja realizando, conforme os laudos recebidos; – Solicitar cópia do Receituário para verificação de quais medicamentos o aluno faz uso, pois muitos deles ocasionam mudança de comportamento e interferem na atenção, ocasionando lentidão de aprendizado e memória, bem como agitação, – Levantar, junto à família, qual é a rotina do aluno, pois os familiares de crianças especiais tendem a ser permissivos, assim eles crescem sem regras, disciplina ou boas maneiras; – Atualizar o prontuário do aluno com todo o registro (cópias) de diagnósticos de especialistas tais como: Neurologista, Psiquiatra, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Psicopedagogo, Terapeuta Ocupacional e outros, conforme o caso; – Estude sobre a deficiência do seu aluno, aprenda sobre suas características e sintomas, de modo, a saber, detectar quais comportamentos acompanham determinada deficiência, para que você tenha mais elementos e possa distinguir o que é da doença e o que é falta de disciplina e educação; – Solicite Relatórios periódicos das terapias que a criança estiver realizando, se possível mantenha contato direto com o Especialista em questão; Após tudo isso feito e levantado, chega a hora de: – criar plano de curso específico e bem variado para as necessidades de cada aluno, para isso consulte as Diretrizes Curriculares para Educação Especial e os PCNS. – entrar em contato periódico com os profissionais que fazem a terapia do aluno para fazer o acompanhamento da evolução do mesmo. – criar uma rotina na escola e sala de aula, o que exigirá paciência e persistência. – promover a inclusão social (com os demais alunos), física (adequar as instalações físicas), pedagógica (atividades diferenciadas e focadas nas necessidades do aluno). Fonte: SOS Professor – Roseli Brito (Psicopedagoga, Neuroeducadora).

Por isso, compartilho com os leitores que acompanham esta coluna que embora seja compreensível a existência de transtornos nas famílias que possuem um de seus membros com diferenças, é cada vez mais urgente à necessidade de construir um olhar positivo sobre eles! Esse olhar positivo pode vir a criar expectativas na família, transformando atitudes de comodismo a situações preestabelecidas em vontade de superação de limites, e levar seus (suas) filhos (as) a terem uma melhor auto-estima e a desenvolverem-se em diversos aspectos, inclusive no escolar.

 

Viver Sem Limites 06/01/2012

Filed under: Inclusão — Luh Mil @ 20:44

Na 15ª edição do jornal O CAMPOLARGUENSE de 20 de Dezembro de 2011 a 20 de Janeiro de 2012 é publicada a  Coluna Especial, onde a autora  comenta o Programa Viver Sem Limites e questiona o tema “Inclusão” e os rumos para o novo ano,fornecendo ainda algumas sugestões para leitura. 

 

 

 

 

 

Luciana Milcarek

Arte educadora, mãe de uma criança especial, sonhadora!

lucianamilkarek@ideiascomunicativas.com.br

 Viver Sem Limites

 No dia 17 de Novembro, em Brasília, a presidenta Dilma Roussef lançou o  Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência- Viver sem Limite.

No discurso, Dilma ressaltou a importância da autonomia na vida das pessoas com deficiências e defendeu que todos os brasileiros tenham condições de desenvolver todas as suas potencialidades. “Estamos aqui para celebrar a coragem de viver sem limites. É incrível a força que há nas pessoas para vencer desafios e superar limites. São brasileiros que podem realizar plenamente seus sonhos individuais, mas podem e devem ajudar a concretizar o nosso sonho coletivo”, disse.

Por meio de ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade, o Plano tem como objetivo promover a cidadania e fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, promovendo sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis à população.

Lembrando que se trata de uma política pública é preciso discernir com responsabilidade as ações previstas e acompanhar se estas ações se concretizarão na prática e conseguirão atender o seu público-alvo.

Sabemos que a vida diária de um portador com necessidades especiais e seus familiares não é da forma como é apresentada nos vídeos e campanhas institucionais, onde tudo parece tão fácil, com tantos recursos a disposição.

É uma luta diária. Muita coisa precisa melhorar. Infelizmente, se pais ou responsáveis e os próprios portadores não ficarem exigindo os seus direitos e cobrando os deveres das autoridades competentes, fica por isto mesmo.

Questiono se os pais estão tendo a opção de matricular seus filhos com necessidades educacionais especiais em escolas regulares ou se houve um retrocesso no processo de inclusão e a escola especial será sempre a única alternativa. A criança tem direito a educação, saúde, enfim,mas porque tanta dificuldade quando uma criança é especial e precisa de atendimento multidisciplinar ? É uma questão de poder ou de querer?

Eu prefiro sempre ser otimista e acreditar que existem pessoas que realmente se importam. Que os planos sirvam para pelo menos minimizar as diferenças que existem e que nos levem a refletir sobre os problemas e buscar as soluções. Que mesmo a inclusão sendo tão difícil, ela é possível. Que é preciso rever muita coisa,não só ao que se refere a inclusão escolar,mas na inclusão na sociedade como um todo.

Que em 2012 a inclusão alcance ainda mais resultados positivos. Que os direitos sejam respeitados. Que os deveres sejam cumpridos. Que seja possível viver sem limites e sem preconceitos, respeitando as diferenças, afinal, são elas é que nos tornam iguais. Parafraseando, o clássico Imagine de John Lennon :  “ Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único… Eu tenho a esperança de que um dia você se juntará a nós…E o mundo será como um só!”

 Sugestões de Leitura :

 Revista Nova Escola : http://revistaescola.abril.com.br/inclusao

Programa Viver sem Limites:http://www.casacivil.gov.br/noticias/2011/11/governo-lanca-viver-sem-limite